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“Quando leem…, um véu cobre seu coração (cf. 2Cor 3) (sobre o critério para discernir a palavra de Deus no testemunho das Escrituras)

reunião bíblica1. Quando começamos a praticar uma leitura mais crítica da Bíblia, como conseqüência necessária da percepção de que é Palavra de Deus em palavras humanas, algumas perguntas começam a se levantar. Aprendemos que a Bíblia é a Palavra de Deus. Mas, mediante tantas palavras humanas e em meio a elas, como saber o que é realmente de Deus e o que se deve atribuir à responsabilidade da autoria humana? Em que sentido se pode dizer que a Bíblia é toda ela a Palavra de Deus? Não seria mais correto dizer que, entre outras coisas, contém a Palavra de Deus? A Bíblia só contém a Palavra de Deus, entre outras palavras? O que pretende dizer a Igreja quando em toda a sua tradição tem afirmado que a Bíblia é a Palavra de Deus?

2. Sem dúvida, ao falar dessa maneira, a Igreja tem a intenção de declarar que a Bíblia é uma forma de “encarnação” de Deus, enquanto se acomoda a nossas condições limitadas e precárias para dizer realmente o que nos quer comunicar. Ele nos fala mediante palavras humanas, que é a única maneira de nós percebermos sua mensagem. Se afirmamos que a Bíblia apenas “contém” a Palavra, temos de aceitar a conseqüência óbvia de que vamos ter de operar uma seleção em seu conteúdo. Quem seria encarregado de fazê-lo? As autoridades da Igreja, também elas humanas e precárias? Cada comunidade ou cada crente de per si? Não ficaríamos a depender de circunstâncias muito voláteis, como as intuições e modas de cada época ou de cada contexto específico? Ou de opiniões particulares e tendências teológicas passageiras?

3. Quem sabe, podemos manter-nos fiéis à tradição da fé, se reformulamos a afirmação e dizemos que a Bíblia é o testemunho privilegiado da experiência da Palavra de Deus na história. Assim podemos garantir a estrutura encarnatória da revelação (Palavra de Deus em palavras humanas) assumindo, por isso mesmo, a totalidade e a integralidade das Escrituras; o valor perene da Bíblia como “o clássico da fé”, por ser o registro da experiência fundante de nossa caminhada; e, ao mesmo tempo, não degradamos a transcendência da Palavra de Deus identificando-a a um objeto determinado, produzido por mãos humanas e submetido às vicissitudes do tempo, garantindo, assim, a liberdade e a atualidade da Palavra viva de Deus em cada momento da história, como nos ensina 2Cor 3;

4. A Igreja cristã, herdeira do Judaísmo, tem a convicção de que as Escrituras são inspiradas pelo Espírito de Deus. Isto significa que os testemunhos da caminhada da fé são inspiradores de fidelidade para que possamos caminhar no mesmo rumo de nossos pais e mães na fé, como o diz muito bem a Epístola aos Hebreus, capítulo 11. Se são testemunhos inspiradores, é sinal de que estão “cheios de Espírito”, por isso são inspirados. Como tais, têm dinamismo para nos guiar na caminhada. Reafirmar essa verdade tradicional da Igreja não significa não reconhecer que a mensagem trazida pelo povo de Deus, na Bíblia, tem limites e precariedades. Não se pode ter como base firme da Palavra um determinado texto apenas; deve-se reconhecer que houve evolução na mentalidade do povo ao longo da história e, por isso, doutrinas proclamadas num tempo evoluíram depois ou chegaram mesmo a ser corrigidas; a imagem antropomórfica de Deus foi sendo superada ao longo do tempo; a maneira de imaginar Deus não foi a mesma em todo o tempo; fala-se de violência aprovada ou até promovida por Deus; fala-se de ter escolhido um povo e desprezado outros, não é Ele o criador de todos os povos? Descreve-se a ocupação da Terra de Canaã como conquista violenta, “grilagem” em favor de Israel e contra os cananeus; aprovam-se costumes cruéis; registram-se leis e instituições que caducaram há muito tempo; há correntes de pensamento que se opõem, assim como há grupos que têm interesses contrastantes, e ambos produziram textos que estão na Bíblia e continuam a ser lidos na liturgia das Igrejas; há textos que divergem de outros; há profetas que têm conflitos com outros profetas… A Revelação se acomodou em parte às condições de compreensão do povo, a sua cultura, a seus costumes. E não se deve excluir que a condição de pecado de nossa natureza também funcionou como limitadora para que se pudesse perceber a Palavra e se pudesse comunicá-la;

5. Decerto, nós, pessoas de fé cristã, temos uma relação toda particular com as Escrituras hebraicas. Vemos nelas um especial caminho de revelação de Deus. Qual o motivo dessa nossa atitude? É que Jesus de Nazaré, centro de nossa fé em Deus, teve, Ele mesmo, uma relação particular com as Escrituras. Foi à luz das Escrituras, particularmente da corrente profética, que se compreendeu a si mesmo e a sua missão. Foi com a Bíblia nas mãos que seus discípulos e discípulas conseguiram perceber melhor o sentido de Sua vida e missão. Dum lado, a experiência com Jesus iluminou o sentido último do que as Escrituras diziam; doutro lado, a releitura das Escrituras ajudou a perceber com mais profundidade de que se tratava mesmo em Jesus. Por exemplo, a figura de Moisés ajudava a compreender a tarefa de Jesus, mas, ao mesmo tempo, Jesus levava a ver que em Moisés havia algo a mais que não se tinha visto antes. Textos como os do profeta Isaías, iluminavam e alargavam a experiência vivida com Jesus; mas Jesus ajudava a ver o que “em última análise” Deus queria dizer com a palavra do profeta… É por essa relação íntima entre Jesus e as Escrituras hebraicas que elas são importantes para nós como fonte de revelação dos caminhos de Deus. Daí que nossa leitura seja “a partir de Cristo”, isto é, “de cá pra lá”, vamos da experiência atual de comunidade aos textos antigos, “da carta viva à letra”, como São Paulo nos explica na segunda Carta aos Coríntios, capítulo terceiro. Esse lugar privilegiado da Bíblia em nossa experiência de fé e em nossa tradição, não exclui, porém, que em outras tradições humanas haja também testemunhos de gestos e palavras “cheios de Espírito”, porque capazes de inspirar fidelidade. Tanto na antiguidade, como na atualidade, baste pensar em homens como Buda, Maomé, Gandhi. Quantas vezes reconhecemos isto: “que palavra inspirada!”, “você é inspiração para mim”, “que texto inspirador!”… Isto nos abre a uma atitude de acolhida em relação às culturas e religiões diferentes das nossas, tanto em seu passado, quanto no presente. Tem de ser claro, porém, que, para nós, AT e NT documentam o momento privilegiado de início de nossa tradição, são nosso documento fundante, que estabelece o fundamento para toda a caminhada que continua na história (o fundamento é Jesus, “pedra angular”, e Jesus se compreendeu à luz das Escrituras hebraicas, por isso nós as retomamos a partir d’Ele); além disso, nós a determinamos como testemunho “suficiente” para ser nossa guia ou referência básica. Mas, ao determinar o Canon, os livros “canônicos ou “regra”, não se trata de uma afirmação de exclusividade, como se só esses fossem “inspirados” e “úteis”, mas de uma afirmação de suficiência, isto é, determinado conjunto de escritos (73 para católicos(as), 66 para protestantes) é tido por nós como suficiente para nos guiar no rumo da fidelidade;

6. Como então discernir entre o que é relativo e passageiro, superável, portanto, na Bíblia, e o que é realmente o núcleo da Palavra transcendente e permanente de Deus à humanidade? Em outros termos, como distinguir o que é “acomodação” de Deus à capacidade humana de percebê-Lo sob as condições históricas de compreender a revelação, e a Palavra em seu núcleo realmente divino?

7. Vamos pesquisar na própria Bíblia e ver o que nos diz a respeito. Antes de tudo, é preciso ter presente que, segundo os textos bíblicos, o critério não é teórico, mas prático:

a) Trata-se de uma experiência interior, de perceber “uma sabedoria que nos conduz à salvação”: 2Tm 3, 14-17;

b) Tudo foi escrito para nosso exemplo e nossa instrução: 1Cor 10, 6-13;

c) A fé se mostra através de uma tradição de fidelidade histórica, desde Abraão até Jesus: Hb 11, 1-12,4;

d) O centro do anúncio da Palavra é a reconciliação entre as pessoas e os povos,
como se diz em Ef 2 e 2Cor 5, 16-21, e se aprofunda em 1Jo 4, 7-21, quando se diz que Deus só se deixa experimentar no amor;

e) A Bíblia nos revela a experiência profunda que nos faz perceber o que se opera em nós: passar a uma nova condição – o que se explicita como a experiência da filiação (cf. Gl 4, 1-11) e por isso de nova prática de vida (5, 13-26; Ef 2);

f) A nova experiência de vida retira o véu para perceber e discernir o sentido das Escrituras: 2Cor, cap. 3 – importância da experiência da Igreja (comunidade de fé) e da experiência das pessoas e da realidade da sociedade, para iluminar a “letra”, proporcionando uma “leitura por conaturalidade”, a experiência vivida a “abrir” o texto como luz para a vida;

g) Jesus, por sua maneira de ser, sua ação e palavra, é a Palavra de Deus manifestada desde o princípio da criação, “sendo luz a Iluminar todo ser humano”, luz que resplandece nas obras, isto é, na prática da vida de fé, esperança e amor: Jo 1, 1-4.9; 3, 19-21. Por isso, já Abraão viu o dia de Cristo (Jo 8, 56-58), Isaías já contemplou sua glória (Jo 12, 41), e o povo já estava acompanhado por Cristo na cainhada (1Cor 10,3-4) e Moisés já falava sobre Ele (Jo 5, 46). O Apóstolo São Paulo não hesita em dizer que também aos povos gentios foi dada a revelação mediante as obras da criação (cf. Rm 1, 19-20) e que eles “mostram a lei gravada em seus corações, dando disto testemunho sua consciência” (cf. ibd. v.14-15). Isto indica a convergência que existe entre a revelação de quem é Deus pelas obras da criação e pelas manifestações históricas como se descreve nas Escrituras, e a convergência entre a “lei da consciência” e a lei testemunhada na experiência do povo hebreu. Ou seja, a convergência profunda entre a revelação bíblica e o processo de humanização, entre santificação e humanização;

h) Nossa relação com as Escrituras deve levar-nos cada vez mais a “sentir em Cristo”, “ter a mente de Cristo”: Fl 2, 1-11.

8. Além disso, é preciso ter em conta o caráter profético das Escrituras:

a) Nossa guia é o profetismo: 2Pd 1, 19-21;

b) A Nova Aliança é superior à primeira, a qual é apenas como cópia e sombra: Hb 8, 5-13;

c) Os evangelistas e os escritores do NT em geral partem do princípio de que toda a Escritura (AT) já anuncia Jesus e a Nova Aliança, e enxergam isso tanto na Lei, como nos Profetas e nos Escritos: Lc 24, 27.44;

d) Sob a nova luz de Cristo, são corrigidas certas concepções e afirmações, assim como certa mentalidade típica (preconceitos) do AT (cf.Mt 5, 20-48; Am 9, 7-11).

9. Assim devemos ter em conta três esquemas que identificamos na própria Bíblia:

a) AT e NT são duas alianças históricas, por isso dois períodos ccronológicos sucessivos, o do anúncio e preparação e o da realização das promessas. É o esquema de sucessão histórica;
b) O que se revela no NT já está latente (presente, embora obscuro) no AT e o que se revela no AT torna-se patente (manifesto) no NT. É o esquema de simultaneidade contrastante segundo a imagem de sombra e luz, aparente e oculto, revelado e escondido, de acordo com o sugestivo trocadilho de Santo Agostinho: “Novum in Vetere latet, Vetus in Novo patet” (“O Novo está latente no Antigo, o Antigo está patente no Novo”);
c) AT e NT são duas dimensões simultâneas, mas não apenas como duas situações diferentes e contrastantes. Na verdade, são duas dimensões contrastantes simultâneas de cada pessoa e de cada povo: o mundo em que vivemos é “mundo sem Cristo em vista de Cristo” (AT) e “mundo em Cristo” (NT). É o esquema que podemos chamar de simultaneidade dialética.

10. A Bíblia Hebraica se organiza em conjuntos ou blocos: A LEI ou TORAH é o centro de tudo; os Profetas Anteriores e Posteriores chamam a atenção para a Lei, os Escritos são como meditações e narrações que estimulam a vivenciar a Torah, ou seja, há uma organicidade em torno de um centro, a Lei de Moisés.

11. A partir da perspectiva de Jesus e de seus discípulos e discípulas, percebe-se uma mudança de óptica, a partir da qual se estabelece nova hierarquia quanto aos conjuntos nas Escrituras: o centro são os Evangelhos enquanto o testemunho mais direto sobre Jesus; em torno dos Evangelhos giram os demais escritos apostólicos (Epístolas, Atos e Apocalipse); em seguida, vêm os Profetas e os Salmos, como referência fundamental: à luz desses foi que Jesus se compreendeu e o compreenderam seus discípulos e discípulas; depois vem a Lei, reinterpretada sob a óptica do profetismo, por isso, no Pentateuco, tem relevância especial o livro Deuteronômio, muito próximo do ambiente profético (cf. Mt 4, 1-11; Mc 12, 28-34); finalmente, como moldura final, os escritos de Sabedoria (meditações e poemas) e as narrações edificantes (livros “históricos”, cujo gênero se aproxima de nossas novelas).

12. Quer no AT quer no NT, percebe-se que há um EIXO em redor do qual gira todo o conjunto das Escrituras: em torno da figura de Moisés, preserva-se a memória de ÊXODO-PÁSCOA-DESERTO-TRIBALISMO; à luz da figura de Jesus, retoma-se a memória de ÊXODO-PÁSCOA-DESERTO-COMUNIDADES – faz-se uma releitura de toda a grande tradição antiga.

13. Para os Pais da Igreja antiga e para Lutero a Palavra de Deus nas Escrituras é só o que conduz a Cristo. Não se trata de critério mecânico, formal, mas dinâmico, na mesma perspectiva presente em 2Cor 3: a Palavra reluz como faísca do encontro das ”pedras”, a do texto e a da experiência de vida comunitária em Cristo, sob o impulso do Espírito que nos dirige no dinamismo da liberdade. É de notar que o Concílio Vaticano II (Igreja Católica Romana) afirma com propriedade que a Palavra de Deus isenta de erro, nas Escrituras, é aquela que nos é comunicada “em vista de nossa salvação”; o que não cai sob essa caracterização, já não tem a mesma garantia divina de inspiração e “canonicidade”, de “regra ou medida da fé”. Na verdade, o que se explicita e aprofunda nas Escrituras é a experiência antropológica fundamental, a saber, a experiência do PODER, o ser humano chamado a viver e reinterpretar sua vivência do poder como se revela em Cristo, “poder de Deus e sabedoria de Deus” (1Cor 1-4): o poder enquanto Liberdade, Amor e Obediência (Serviço), a negação de “ser para si” para passar a “ser para além de si”, a única maneira autêntica de “ser em si” (cf. Fl 2, 1-11). O que tem tudo a ver com o tripé que guia, por exemplo, a espiritualidade Igreja Batista de Coqueiral, no Recife: ser humanamente santo(a)-liberdade, ser radicalmente simples –amor, ser humildemente servo(a)- serviço.

Conclusão

a) A leitura “mecânica” da Bíblia, que busca em cada frase a revelação da Palavra de Deus, ignora o contexto dos textos, retira da mensagem sua inserção na história de seu tempo, deixa a Palavra sob “véus” e não percebe que mensagem antiga e vida de hoje se iluminam reciprocamente, seria classificada pela 2Cor 3 de leitura “segundo a letra”, leitura “carnal”, que leva facilmente ao fundamentalismo e nem pode pretender ser minimamente científica;

b) A “leitura espiritual”, ou do “sentido mais pleno”, se faz possível a partir de uma “mentalidade bíblica” ou “leitura por conaturalidade”. Esta torna possível perceber a Bíblia em seu conjunto,cada palavra particular sendo iluminada pela totalidade das Escrituras, como ensinava Lutero, é o conjunto da Bíblia que explica e faz compreender cada parte da Bíblia. Era a leitura que praticavam os antigos Pais da Igreja e que tem sobrevivido no seio da mais sadia tradição eclesial. É também a leitura praticada pela chamada “leitura popular da Bíblia”, estimulada pelo Centro de Estudos Bíblicos(ecumênico) no Brasil: o texto antigo tomado como símbolo, parábola ou alegoria (recuperação do que havia de valioso na intuição da “leitura alegórica”, da antiga Escola de Alexandria, em contraste com a “leitura histórica” da Escola de Antioquia, que também retomamos mediante o que se chama de “exegese científica”), destinado a iluminar nossa própria experiência de vida;

c) Dessa maneira, ler a Bíblia é como tomar de um “modelo” de vida e ter a chance de comparar se nossa imagem corresponde à de nossos antepassados(as) na caminhada da fé. Com ela temos nosso momento de instrução para afinar os ouvidos e aguçar os olhos e, assim, aprender os critérios de escuta da Palavra e nos preparar para perceber por onde Deus está a passar em nossa vida agora, dar atenção e reconhecer Sua Palavra sempre atual e nos juntar a pessoas e comunidades que identificamos como gente que segue Seus passos pelas estradas de hoje. A Bíblia é instrumento privilegiado para nos ajudar a escutar a Palavra que Deus nos diz agora no mundo, pois o Deus vivo está a manifestar-se como luz que nos faz enxergar em profundidade nossa vida. E Sua Palavra é, como no passado, sempre Boa Notícia e, ao mesmo tempo, Julgamento sobre o pecado nosso e do mundo. É o que nos indica o magistral texto de Hb 11, 1-12,4, paradigmático para compreendermos o sentido mais profundo de nossa caminhada.

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<p>Nascido em São Miguel dos Campos, Alagoas, de família cristã, terceiro de cinco filhos, Dom Sebastião Armando Gameleira Soares fez seus estudos secundários no Seminário Metropolitano de Maceió e estudos de Filosofia no Seminário de Olinda, Pernambuco. Obteve o bacharelado e o mestrado em Teologia na Universidade Gregoriana, de Roma, com dissertação sobre Santo Anselmo, Arcebispo de Cantuária. Obteve também o mestrado em Ciências Bíblicas, no Instituto Bíblico, de Roma, com dissertações sobre o Livro dos Salmos e o Livro de Isaías, e o mestrado em Filosofia na Universidade Lateranense, de Roma, com dissertação sobre a obra do filósofo brasileiro Henrique de Lima Vaz. Ainda em Roma, fez Especialização em Sociologia, na Universidade dos Estudos Sociais, com trabalho sobre a obra de Gilber<br /> to Freyre. É também bacharel em Direito pela Faculdade de Direito de Olinda.No Nordeste, por vários anos, foi professor do Instituto de Teologia do Recife-ITER, do qual foi também Diretor de Estudos. Foi assessor membro da equipe do Departamento de Pesquisa e Assessoria-DEPA para formação teológica. Foi assessor da CNBB e da CRB do Nordeste II. É membro do Centro de Estudos Bíblicos-CEBI, do qual foi diretor nacional e coordenador do Programa de Formação. Foi ordenado presbítero na Comunhão Anglicana em 1997, já sendo professor e reitor do Seminário Anglicano no Recife. Em 1998 participou da Conferência de Lambeth, encontro mundial do episcopado anglicano, em Cantuária, na Inglaterra, como membro da equipe de assessoria no tema “Evangelização”, convidado pelo Arcebispo de Cantuária, por indicação dos Bispos do Brasil. Foi eleito bispo no ano 2000 para a Diocese Anglicana de Pelotas-RS, e em 2006 eleito para a Diocese Anglicana do Recife (Região Nordeste). Em 2008, voltou a participar da Conferência de Lambeth, dessa vez já como bispo. Tornou-se emérito em dezembro de 2013. É casado há 42 anos com Maria Madalena, também alagoana. assistente social, com quem tem três filhas e um filho. Hoje se dedica particularmente ao Ministério da Palavra (estudos bíblicos e teológicos, em especial Leitura Popular da Bíblia, Anglicanismo, Escolas de Fé e Política, e Espiritualidade) em fronteira ecumênica, e junto com Madalena coordena um projeto social (“Casa Ecumênica – Crer & Ser”) com crianças e suas famílias, no Alto do Moura, em Caruaru-Pernambuco, Brasil.</p>