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Permanecer na Igreja

Rosa dos Ventos

Permanecer na Igreja

(Teólogo Católico adere à Comunhão Anglicana)

Nota Prévia: Passados muitos anos, achei entre meus papéis esta reflexão elaborada por meus colegas do então “Núcleo de Teologia” do “Centro Dom Helder Camara de Estudos e Ação Social”, do Recife. O Núcleo já não existe, mas o Centro persiste em sua importante tarefa de pesquisa e intervenção social na realidade do Recife. O texto mostra como os colegas viram meu gesto de adesão à Comunhão Anglicana, justamente na Páscoa de 1993.

  1. Introdução

Um dos mais conhecidos teólogos leigos de nossa região, Sebastião Armando Gameleira Soares, comunicou recentemente aos colegas de trabalho e às pessoas amigas das Igrejas em geral, sua decisão de aderir à Comunhão Anglicana. À medida que este fato se torna conhecido em nossos ambientes eclesiásticos, vai despertando um vário leque de reações. Quase todos se surpreendem. Grande parte com tristeza: “Ele era uma das reservas morais, que emprestavam o prestígio de sua competência aos movimentos de vanguarda nos arraiais da Igreja Católica e uma ponta avançada nos contatos ecumênicos”. Uns tantos reagem com uma ponta de irritação: “Era preciso? O que poderá fazer no Anglicanismo que não pudesse fazer continuando na Igreja Católica?” Outros se deixam levar pelo medo: “E se a moda pega? É preciso isolar o fenômeno, afastá-lo dos ambientes de formação; não ficaria bem ensinar Teologia em uma instituição católica, quem acabou de romper publicamente com aquela Igreja”.

Este documento deseja registrar de maneira simples e direta a repercussão desse fato no Núcleo de Teologia do Centro Dom Helder Camara de Estudos e Ação Social –CENDHEC. Nele se busca uma compreensão e uma postura refletida diante do gesto de um de seus membros, por quem nutre o maior carinho e respeito. E isto é feito na fidelidade à amizade e a nossa consciência cristã.

  1. Por trás do Gesto
  1. Para nós é preciso antes de tudo afirmar o primado da Liberdade. A liberdade dos filhos e filhas de Deus, tão característica do ensinamento paulino. A soberania da consciência que advém da dignidade de filho e de membro do povo de Deus, pela fé, no Espírito, pelo batismo. É esse amor à liberdade que torna Sebastião tão sensível à hipertrofia do poder de que se reveste na Igreja Católica Romana o exercício da autoridade, concebida nos evangelhos, antes de tudo, como serviço (cf. Lc 22, 24ss; Jo 13, 13ss). Quem conhece e acompanha sua prática e produção teológica sabe como o ideal da liberdade o traz constantemente voltado para o modelo de uma Igreja democrática e fraterna, menos autoritária nas formas de exercício do poder. De um poder cujo título de autoridade, conforme o espírito do Evangelho, seja o serviço (cf. Sebastião Armando GAMELEIRA SOARES, “Entre vocês tem de ser diferente…”, em Dom Helder, Pastor e Profeta”, ITER, Col. Perspectivas Pastorais, Ed. Paulinas, 1984, 57-83.

 

  1. Este ideal chegou mais perto de tornar-se realidade na década dos sessenta, sob a inspiração do Vaticano II e começou a ser exercitado na diocese de Olinda e Recife sob o pastoreio de Dom Helder, um dos protótipos do novo modelo episcopal da Igreja conciliar. O gesto de Sebastião, sem sombra de dúvida, tem muito do desencanto e da amargura por ver esse ideal paulatinamente desfeito: em plano universal, por uma Igreja que volta sobre os seus passos e em regulamentações jurídicas e articulações político-administrativas parece contradizer o que a Carta Magna conciliar havia consagrado; e, em plano local, por um poder episcopal que insiste em desmontar o que havia sido construído na busca sincera de uma Igreja mais despojada e voltada para a missão primordial de serviço à humanidade, especialmente aos mais pobres.

É verdade que a Igreja de Olinda e Recife não assistiu passiva a essas manifestações abusivas do poder, através das quais têm sido reprimidas quase todas as conquistas de uma Igreja mais fraterna e solidária: o Conselho Pastoral e o Conselho Presbiteral, a Comissão de Justiça e Paz, a Pastoral Rural, o Instituto de Teologia do Recife, o Seminário Regional do Nordeste, o Centro de Documentação e Informação Popular, a Pastoral de Periferia e as Pastorais Ambientais, a Assembleia Diocesana e a própria Coordenação Pastoral da Diocese, etc….etc…

Outras instituições começaram a surgir à margem do poder episcopal, mas não necessariamente contra ele, como maneiras legítimas de exercer, na autonomia e na comunhão, o direito de ser Igreja, uma Igreja mais parecida com o modelo apontado pelo Magistério extraordinário e ordinário, no Concílio Vaticano II e nas Assembleias Episcopais de Medellín e de Puebla. Surgiram, assim, o Centro Nordestino de Animação Popular – CENAP, o Serviço de Justiça e Paz- SJP, o Centro de Formação Ivan Teófilo- CEFITE, o Centro Dom Helder Camara de Estudos e Ação Social- CENDHEC, A Comissão Pastoral da Terra-CPT-NE, a Articulação da Igreja na Base, a Comunidade Autônoma do Morro da Conceição, o Grupo Igreja Nova, em Boa Viagem. Intensificou-se o trabalho do CEBI e cresceu o relacionamento ecumênico com iniciativas surpreendentes como por exemplo o Curso de Inverno, o Núcleo Anglicano de Estudos Teológicos e a celebração da Semana pela Unidade Cristã. Em muitos desses movimentos, grupos e instituições, lá estava, de maneira discreta, mas sempre presente, solidária, atuante, a figura de Sebastião Armando, ajudando as pessoas a refletir e emprestando a consistência de sua competência bíblica e teológica a essas expressões de autopreservação e de resistência.

  1. Mas por que não se satisfaz, como tantos outros, com essa tarefa de manter acesa a chama, de não deixar extinguir-se o espírito que soprou em nossa Igreja, sob a inspiração do Concílio e da figura profética de Dom Helder? Por que sente necessidade de ir mais além, e de romper publicamente com a instituição que o viu nascer, em que cresceu e se desenvolveu, em que adquiriu a competência que o faz hoje respeitado em todos os círculos que frequenta e onde se encontra um bom número de seus amigos?

 

  1. Pelo que conhecemos de Sebastião, parece-nos poder dizer que de há muito ele não aceita a ideia de que está impregnada a cultura católico-romana, segundo a qual, face à autoridade e ao poder na Igreja, não compete ao corpo dos fiéis leigos ou padres outra atitude espiritualmente válida, senão a da obediência e do silêncio obsequioso. Ou que diante da voz imperativa dos superiores hierárquicos, que pretendem exprimir inequivocamente a vontade de Deus, só resta obedecer, “perinde ac cadaver” (como um cadáver), como dizia Inácio de Loyola. Não, na sua maneira de entender a Igreja, há lugar para uma legítima e por vezes santa rebeldia; para uma resistência ao poder que se exerce autocraticamente, de cima para baixo, sem comunhão nem fraternidade e sem levar em conta a natureza essencialmente comunitária do povo de Deus (cf. Conc. Vaticano II, “Constituição Lumen Gentium”, cap. 2). Já dizia Tomás de Aquino: “Algumas vezes é necessário opor-se à determinação papal, mesmo correndo o risco de ser excomungado” (citado por Eduardo SCHILLEBEECKX, em God is New Each Moment, T & T Clark Ltd, Edinburgh, 1983, pg 81: “Tomás de Aquino tem um importante comentário sobre o assunto: Em um texto ele diz: ‘Há certos assuntos em que o homem tem tal controle de si próprio, que pode agir completamente por sua conta, mesmo que isso vá de encontro a uma proibição emanada do Papa. Em tal caso, o preceito ou proibição papal deve ser considerado errado e por isso mesmo não tem poder ou validade’. Ainda em outro texto Tomás diz: ‘Em certas ocasiões, é necessário opor-se a um preceito papal, mesmo correndo o risco de ser excomungado’. Tomás está aqui claramente relativizando a hierarquia da Igreja. Para ele as mais altas autoridades são o Evangelho e a consciência humana. Se o sistema funciona de maneira adequada, a Igreja age como mediador entre os dois” (tradução nossa).

Neste sentido, não só o fiel, leigo ou clérigo, pode separar-se da comunhão e praticar a heresia, mas também o bispo quando rompe a comunhão, quando fomenta a discórdia, ou se posiciona em sentido contrário ao movimento e à tradição de sua Igreja. Se é assim, por que ficar esperando que uma mudança na política vaticana devolva mais adiante um clima eclesial em que se volte a ter a sensação de que se caminha na direção de uma Igreja solidária e fraterna? E será que a dificuldade é apenas conjuntural? Não é verdade que a Igreja Católica Romana tem mostrado muita dificuldade em romper com o quadro institucional e com uma cultura marcadamente feudal? Em vez de mediações novas e institucionais que apontem na direção à democracia, não tem ela persistido em apelas para a “confiança filial” dos fiéis em relação aos seus pastores, que continuam a ter cobertura legal para exercer o poder de forma monárquica (o papa) e aristocrática (os bispos)? Ora, sabe-se pela análise social que o paternalismo é apenas a máscara para esconder o autoritarismo. E como esperar que uma Igreja, que não exercita internamente a democracia, possa efetivamente contribuir para construí-la na sociedade? Por que, então, não assinalar com um gesto decisivo, a preferência por uma Comunhão eclesial que privilegia a autonomia das Igrejas locais, articuladas em assembleias ou sínodos regionais e onde existe, como na Igreja Antiga, a tentativa de exercer institucionalmente o poder de maneira mais evangélica?

  1. Sem dúvida, o que torna possível tal gesto é uma grande liberdade interior e uma concepção da unidade da Igreja que não exclui o pluralismo, mas antes considera as diversas tradições cristãs como formas imperfeitas, mas igualmente legítimas, de realizar a apostolicidade e de exercer a unidade escatológica desejada por Cristo (cf. Luis Carlos ARAÚJO, Profecia e Poder na Igreja, Ed. Paulinas, 1986, pg 17ss). Foram essa liberdade e a concepção da unidade da Igreja que possibilitaram a Sebastião circular e ter livre trânsito nas comunidades anglicana, metodista, luterana, presbiteriana. E onde quer que sua competência bíblica fosse solicitada, ali estava de maneira despreconceituosa a dar e a receber o testemunho de Jesus e a exercer seu ministério de teólogo. Não é esse o primeiro passo do verdadeiro ecumenismo: a perda do medo de aproximar-se, de conhecer, de dar e de receber dos outros cristãos de outras denominações?

 

           A verdadeira atitude ecumênica se dá quando as diversas denominações cristãs caminham todas (inclusive a católica-romana) na direção da Unidade que será o perfeito testemunho de Jesus e a consumação de sua obra e não apenas em orações e gesto vazios de esperança por uma “volta” das diversas denominações cristãs ao seio da Igreja Católica Romana. Não seria emulação saudável entre as Igrejas cristãs, se elas se deixassem de boa vontade julgar por seus fiéis, não só pelo patrimônio de verdades abstratas de que se dizem depositárias, ou por seu prestígio ou por laços sentimentais de fidelidade ancestral, mas, antes, pelo critério do testemunho e da fidelidade concreta à prática e à mensagem de Jesus, transmitidas pelos Apóstolos?

Sendo assim, o que acontece quando na abertura despretensiosa e sem preconceito às diversas denominações cristãs, uma se apresenta como respondendo melhor, individual e familiarmente, às exigências espirituais do seguimento de Jesus, mediante a inserção numa comunidade concreta?

  1. Para quem tem uma visão mais ampla da unidade da Igreja (unidade que não exclui o pluralismo, pluralismo que busca e tende para a unidade), a decisão acima é mais ou menos a mesma que se exige no âmbito da Igreja Católica, quando se trata para  “religiosos(as)” de escolher uma dentre as diversas congregações. Lembramos neste sentido um dos comentários de Sebastião a respeito da própria decisão: “Para mim é como mudar de congregação religiosa”. Estamos certos de que para ele não se trata de “deixar” ou de “sair” da Igreja. Ao contrário, trata-se de “permanecer na Igreja”, só que em quadro institucional diverso daquele que estrutura a Comunhão Romana. Por isso não lhe parece adequado avaliar o seu gesto a partir dos habituais critérios de confessionalidade. Sua atitude, afirma, é transconfessional. Permanecendo na única Igreja de Cristo e guardando integralmente a fé católica, e todas as suas relações anteriores, ele passa a conviver em nova “congregação religiosa”. Apesar da simplicidade e ausência de qualquer alarde com que deu seu passo e de não querermos usar expressões altissonantes, talvez aqui se encontre a dimensão profética do seu gesto: Sebastião nos interpela em pontos importantes de nossa compreensão da fé e de nossa prática eclesial, de modo particular, em nossa visão ecumênica.

  • Diante do Gesto
  1. Como dissemos acima, nossa primeira atitude é a de respeitar integralmente a decisão de Sebastião Armando e de procurar compreender a significação de seu gesto, acolhendo com lealdade as interpelações nele contidas. Isto não significa, no entanto, ipso facto, privilegiar em tese, a sua como a única ou a melhor opção. Reconhecemos que pode haver vários caminhos e diversas opções, igualmente legítimas, complementares e eficazes. Pode-se exercer em alto grau a liberdade de filho ou filha de Deus, a soberania da própria consciência, a obediência como corresponsabilidade, “trazer na mente e no coração a Catholica, ou a grande tradição cristã, que pode encontrar-se nas várias Igrejas cristãs e que em si não coincide com o fenômeno empírico da Igreja Católica Romana”, e trabalhar com afinco em busca da Unidade da Igreja, sem necessariamente ser impelido(a) como Sebastião a “mudar de congregação”. Isto pertence à trajetória pessoal e à vocação particular de cada um em sua circunstância concreta.

 

  1. O povo de Deus para dentro e para fora das diversas denominações ou tradições cristãs, é pluriforme em suas maneiras de experimentar e de exprimir a fé e de responder à revelação oferecida por Jesus Cristo. Mesmo dentro da Igreja Católica, a distância que vai entre membros do Opus Dei, das Confrarias religiosas, da Renovação Carismática ou das CEBs não é provavelmente menor que a que existe entre diversas denominações cristãs. Existe um ecumenismo intradenominacional não menos desafiante e a ser exercido com a mesma ênfase e a mesma paixão: neste ecumenismo intradenominacional deve ser exercitada a mesma norma de uma sadia emulação de se deixar de boa vontade julgar pelo critério do testemunho e da fidelidade concreta à pratica e à mensagem de Jesus transmitida pelos Apóstolos.

Trabalhar a multiforme riqueza do povo de Deus, tanto ad intra como ad extra, na fidelidade à própria identidade e no respeito à de outros grupos ou tradições, é outra maneira de fortalecer a base eclesial, especialmente quando o respeito à identidade alheia não exclui o exercício de uma consciência crítica e o serviço evangélico de correção fraterna. É esta igualmente uma maneira válida e eficaz de combater a hipertrofia de um poder central e controlador, da mesma forma que fortalecer a sociedade civil é uma maneira de lutar contra as ditaduras e oligarquias.

  1. Vale talvez a pena citar, neste contexto, o depoimento de Eduardo Schillebeeckx, sem dúvida um dos mais abalizados teólogos católicos de vanguarda: “Se todos os que criticam a Igreja (Católica) a abandonam, as tendências antibíblicas terão campo livre para se fortalecer. Tenho a impressão de que aquilo de que Roma mais teria gostado era que Hans Küng se tivesse tornado um protestante. Mas ele não se tornou. Foi desautorizado como teólogo católico, mas continua um católico e é um espinho na carne da Igreja Católica” (cf. Idem, ibidem, pg 57).

(Quanto a mim) “mesmo antes de 1957, quando estava estudando em Lovaina, eu era bastante crítico da teologia oficial da Igreja. Era então muito influenciado em minha reação quanto à teologia romana por Rahner e Congar. Mas, depois do Concílio Vaticano II, especialmente quando as forças reacionárias na Igreja paralizaram todo progresso, isto é, de 1969 ou 1970 em diante, esta tornou-se para mim não apenas uma questão teológica, mas uma questão existencial: como devia proceder? Olhei em volta e vi várias comunidades críticas emergindo na Igreja. Isto era decisivo para mim. Um movimento crítico marginal que, no entanto, se espalhava por toda a Igreja. Desejei alinhar-me a esse movimento e, por assim dizer, supervisioná-lo teologicamente, porque percebi que o futuro da Igreja estava nele. Para a Igreja algum dia vir a mudar em seu topo, pensava, terá que reconhecer que vai se tornando cada dia mais um topo sem base – a base, isto é, o povo mesmo, seguiu o seu próprio caminho . É somente assim que o topo poderá mudar. E vai mudar” (Idem, ibidem, pg 82).

“(…) e temos toda razão para ter esperança, pois sabemos pela história que toda vez que existe uma tentativa forte de impor uma restauração, existe igualmente uma firme resistência. Julgo que a determinação romana de restaurar aumentará a oposição à instituição por parte das comunidades de base. Esta me parece ser a única esperança. Além do mais, na base da Igreja existe tanta gente que sabe das coisas e com um sentir comum bastante sólido, para não se deixar frustrar pela ação de um bispo ou de um papa” (Idem, ibd., pg 87) (tradução nossa).

  1. Conclusão

Em todo esse episódio de grande importância para a caminhada do povo de Deus em nossa região, fica uma certeza que nos tranquiliza e nos faz manter a serenidade, que não é sinônimo de apatia ou de indiferença. Temos a certeza de que a “ruptura” de Sebastião não comprometerá nossa união. Que ele continuará a ser por nós respeitado e respeitoso de nossa identidade, como antes se acostumou a respeitar e a conviver com a identidade religiosa das várias denominações cristãs. E continuaremos a trabalhar como cooperadores de Deus para a vinda do seu Reino, unidos em torno a uma tarefa comum que aponta no sentido da Unidade e lembrados do que nos ensinava Teilhard de Chardin: “Tout ce qui monte, converge” (“Tudo o que se eleva converge”).

Equipe do Núcleo de Teologia do Centro Dom Helder Camara de Estudos e Ação Social- CENDHEC

Recife, Páscoa de 1993

 

About Sebastião Armando (177 Articles)
<p>Nascido em São Miguel dos Campos, Alagoas, de família cristã, terceiro de cinco filhos, Dom Sebastião Armando Gameleira Soares fez seus estudos secundários no Seminário Metropolitano de Maceió e estudos de Filosofia no Seminário de Olinda, Pernambuco. Obteve o bacharelado e o mestrado em Teologia na Universidade Gregoriana, de Roma, com dissertação sobre Santo Anselmo, Arcebispo de Cantuária. Obteve também o mestrado em Ciências Bíblicas, no Instituto Bíblico, de Roma, com dissertações sobre o Livro dos Salmos e o Livro de Isaías, e o mestrado em Filosofia na Universidade Lateranense, de Roma, com dissertação sobre a obra do filósofo brasileiro Henrique de Lima Vaz. Ainda em Roma, fez Especialização em Sociologia, na Universidade dos Estudos Sociais, com trabalho sobre a obra de Gilber<br /> to Freyre. É também bacharel em Direito pela Faculdade de Direito de Olinda.No Nordeste, por vários anos, foi professor do Instituto de Teologia do Recife-ITER, do qual foi também Diretor de Estudos. Foi assessor membro da equipe do Departamento de Pesquisa e Assessoria-DEPA para formação teológica. Foi assessor da CNBB e da CRB do Nordeste II. É membro do Centro de Estudos Bíblicos-CEBI, do qual foi diretor nacional e coordenador do Programa de Formação. Foi ordenado presbítero na Comunhão Anglicana em 1997, já sendo professor e reitor do Seminário Anglicano no Recife. Em 1998 participou da Conferência de Lambeth, encontro mundial do episcopado anglicano, em Cantuária, na Inglaterra, como membro da equipe de assessoria no tema “Evangelização”, convidado pelo Arcebispo de Cantuária, por indicação dos Bispos do Brasil. Foi eleito bispo no ano 2000 para a Diocese Anglicana de Pelotas-RS, e em 2006 eleito para a Diocese Anglicana do Recife (Região Nordeste). Em 2008, voltou a participar da Conferência de Lambeth, dessa vez já como bispo. Tornou-se emérito em dezembro de 2013. É casado há 42 anos com Maria Madalena, também alagoana. assistente social, com quem tem três filhas e um filho. Hoje se dedica particularmente ao Ministério da Palavra (estudos bíblicos e teológicos, em especial Leitura Popular da Bíblia, Anglicanismo, Escolas de Fé e Política, e Espiritualidade) em fronteira ecumênica, e junto com Madalena coordena um projeto social (“Casa Ecumênica – Crer & Ser”) com crianças e suas famílias, no Alto do Moura, em Caruaru-Pernambuco, Brasil.</p>