Novidades

ANGLICANISMO, busca de espiritualidade da Graça: “A Verdade vos libertará” (Jo 8, 32) (Seguimento de Jesus – Graça e Discipulado – IV)

ANGLICANISMO,  busca de espiritualidade da Graça: “A Verdade vos libertará” (Jo 8, 32) (Seguimento de Jesus – Graça e Discipulado – IV)

A condição humana é sempre necessariamente viver entre Lei e Graça. Nosso corpo já nos dá esta lição. Somos manifestação do dinamismo, do fluxo espontâneo, do carisma da vida. Mas, ao mesmo tempo, a vida só se desenvolve organicamente, isto é, contida num organismo determinado. Não há rio se não há margens para conter sua correnteza. Nossa dimensão espiritual é, virtualmente,  ilimitada. O antigo filósofo grego Aristóteles dizia que “a alma (razão) é, de certo modo, todas as coisas”, pois o pensamento tem, virtualmente, a capacidade de abarcar o conjunto da realidade. Mas a alma está sempre contida e limitada nas fronteiras de nossa dimensão corporal. Somos sempre espírito, dinamismo, graça; mas simultaneamente matéria, organização, estrutura, limite. Somos inspiração, carisma, mas também obra concreta, instituição, lei. Em suma, em linguagem bíblica, somos “espirito” e, ao mesmo tempo, “carne” (cf. Gl 5, 13-26). O jeito de ser anglicano é tentativa de viver de modo sadio  esta constante tensão entre carisma e instituição, entre espírito e carne, entre graça e lei. Esta é nossa utopia, o sonho que nos move na ação e na organização da Igreja, de tal modo que tenhamos sempre atenção a que a lei se mantenha em seu papel de pedagogo a serviço da experiência da graça (cf. Gl 3, 23-29). Além disso, temos clara consciência de que somos pessoas pecadoras, cada uma a carregar o fardo de seus limites, defeitos e pecados, cada qual com o seu. Só tem abertura para a perspectiva da fé cristã quem  reconhece profundamente a própria condição de pecador(a) e por isso em nada superior a outrem. Como  somos assim, gente pecadora, Deus nos chama, nos reúne e nos convida a viver em comunidade para, então, ajudar-nos a melhorar. O apelo  é  não dissimular erros ou mascarar pecados. Somos peregrinos e peregrinas  em busca da Verdade e confiamos na graça que liberta. O lema que está a nossa frente é esta frase que nos vem do Evangelho: “A Verdade vos libertará” (Jo 8, 32). É por isso que, para nós, a Igreja é mediação sacramental para aperfeiçoar nosso caráter, nossas atitudes, hábitos e pensamentos, de tal forma que possamos progredir na santidade que é maior capacidade de “carregar os fardos uns dos outros”. Cremos firmemente que a comunidade é o meio (no sentido de instrumento e ambiente) para assimilar a vida divina de comunhão trinitária, mediante a participação ativa na edificação do Corpo de Cristo, que nos é possibilitada pelo Espirito Santo (cf. 1Cor 14). É desse fundamento que decorrem alguns princípios ou traços que marcam o caráter anglicano, nossos hábitos e atitudes (disposições interiores) e nosso comportamento (atos exteriores). A esse jeito de ser se costuma chamar de “ethos (costume, jeito de ser) anglicano”. Seguem os traços que caracterizam, ou pelo menos deveriam caracterizar nosso perfil de discípulos e discípulas de Jesus:

 

  1. Inclusividade: abertura para acolher todas as pessoas, em horizonte o mais amplo possível, acolher as diferenças de jeito pessoal de ser e de opinião, e não se escandalizar com deficiências e pecados da condição humana;
  2. Compreensividade: acolher não pode significar que a Igreja se edifique pelo simples respeito às diferenças, cada qual porém a correr em faixa própria, como corpos paralelos incomunicáveis, o que tornaria a Igreja um saco de gatos, sem vínculos de reciprocidade. Ao incluir, temos de “com-preender”, quer dizer, tomar, assumir as diferenças em conjunto, como num abraço. Inclusividade tem de realizar-se em ambiente de diálogo permanente para que as diferenças não subsistam paralelamente, mas todos e todas possamos enriquecer-nos com a variedade  e progredir em comunhão de pessoas e de pensamentos;
  3. Tolerância: Naturalmente para que haja “acolhida” e “abraço” faz-se necessária a virtude tipicamente anglicana da tolerância, que se baseia na humildade e no amor. Ninguém é dono da verdade, ninguém a possui. É a Verdade que nos deve possuir e atrair-nos a buscá-la sem desfalecimento. Tolerância é paciência para aguentar diferenças, desagrados, conflitos e crises. Sobretudo, porém, como o diz a própria raiz da palavra, é “ser suporte” uns para outrem. Diz-nos o Apóstolo São Paulo que devemos “carregar os fardos uns dos outros” (Gl 6, 2). “Tollere”, em latim, é ser suporte, carregar, levar.
  4. “Via media”: decorre dos princípios mencionados, de tal modo que radicalismo, fanatismo, sectarismo, fundamentalismo, exclusivismo, autocracia, imposição por decreto, autoritarismo, tudo isto passa muito longe do jeito anglicano, embora de vez em quando desponte como “surto” ou demonstração de incapacidade de exercer comportamento pastoral, sobretudo quando autoridades são inseguras e não resolveram suas dificuldades de lidar com o poder. Buscamos levar a sério o conselho do Apóstolo: “Examinai tudo e retende o que è bom” (1Ts, 5-21). Para isto, é preciso discernimento, humildade, saber escutar e pedir conselho e, não por último, meditar a Palavra de Deus, sintonizar com Seu Espirito e orar para se deixar transportar por Ele. Ser Igreja de “via media” é ser Igreja Católica sem cair no centralismo e no sistema piramidal de poder do clero e de controle do pensamento; somos Igreja Protestante sem romper com o Catolicismo e a grande tradição cristã antiga, e evitamos o máximo  o divisionismo decorrente do individualismo que caracteriza boa parte do jeito protestante de ser. Não consideramos Catolicismo e Protestantismo contraditórios, antes, complementares. Vemo-nos contemplados(as) na síntese formulada pelo grande teólogo luterano Paul Tillich, ao falar da integralidade da Igreja cristã: “Substância católica (Tradição) e princípio protestante (liberdade e reforma permanente). Continuamos a dizer que somos “católicos para toda a verdade de Deus, e protestantes contra todos os erros humanos” . Somos católicos(as) e protestantes ao mesmo tempo, pois mantivemos a antiga tradição desde os Apóstolos aos grandes Concílios Ecumênicos dos primeiros séculos; confessamos o Credo Niceno-Contantinopolitano, guardamos a Liturgia e os Sacramentos e o Episcopado, junto com as duas ordens antigas, o Diaconato e o Presbiterado. Ao mesmo tempo, da Reforma acolhemos elementos significativos, como a importância da leitura da Bíblia por todo o povo e em sua língua; guardamos a consciência do sacerdócio comum do Povo de Deus e do “sensus fidelium” como base para manifestar a fé da Igreja, a participação do laicato na vida, no governo e na administração da Igreja; a Liturgia conhecida e celebrada por todo o povo guiado pelo Livro de Oração  Comum; o respeito à liberdade de consciência; a possibilidade de o clero contrair matrimônio. Por isso, justamente dizemos ser Igreja Católica e Reformada. Quatro eixos caracterizam nossa Tradição: a Bíblia, como testemunho da experiência histórica da Palavra de Deus; a Tradição, expressa no Credo dos Apóstolos, enquanto confissão batismal, e no Credo Niceno-Constantinopolitano, como síntese suficiente da fé cristã historicamente formulada; os Sacramentos da iniciação cristã, Batismo e Eucaristia, além de a Igreja praticar outros ritos sacramentais; o Episcopado histórico como instrumento privilegiado de expressão e fomento da unidade da Igreja;
  5. Atitude Ecumênica: O que se disse até agora leva a sentir como natural a atitude ecumênica. Se nos consideramos apenas uma parte “limitada e provisória do Corpo de Cristo”, é quase óbvio que tenhamos como objetivo a unidade visível de todo o Corpo, mediante o diálogo, a cooperação e o mútuo enriquecimento. Sentimos necessidade de dialogar com o ramo oriental do Cristianismo, com o ramo católico romano e com o Protestantismo. Dialogar e colaborar. E, como todas as pessoas são imagem de Deus, temos de incluir no Ecumenismo o assim chamado diálogo interreligioso, pois, apesar de invocado sob muitos nomes, Deus é um só. Devemos relacionar-nos como irmãos e irmãs, conhecer-nos, orar uns pelos outros, trabalhar em conjunto pelo bem da sociedade humana e dialogar sobre nossas eventuais diferenças. Mas, se chegamos a esse nível com verdadeiras relações fraternas entre nós, sem dúvida o diálogo teológico se fará mais fácil e até com certo humor. É claro que para nossa colaboração e diálogo, será sempre necessário ter critério e discernimento, pois há valores que serão sempre inegociáveis, como nosso serviço à vida e à justiça;
  6. As cinco Marcas da Missão: Já se tornaram clássicas na Comunhão Anglicana, como marcas que devem caracterizar a Missão evangelizadora da Igreja, aquelas que foram proclamadas há anos pelo Conselho Consultivo Anglicano, instituição que funciona como uma espécie de amplo fórum ou parlamento do Anglicanismo mundial.  De acordo com o Conselho Consultivo Anglicano, a Igreja anuncia a Boa Nova para que as pessoas acolham o Evangelho de Jesus e descubram sua própria dignidade de filhos e filhas de Deus.  Ao aceitar esse maravilhoso anúncio, as pessoas se convertem (buscam mudar de vida), batizam-se e se inserem numa comunidade para se nutrir dos elementos da fé cristã e, assim, fazer a experiência da “diaconia do amor fraterno” : a vivência da comunhão fraterna (“koinonía”), o mútuo serviço (“diakonía”), o aprofundamento da Palavra (“didaskalía) e a iniciação ao mistério de Cristo mediante a Liturgia (“mystagogía”). Se a comunhão fraterna  se  edifica em Deus, imediatamente se abre à solidariedade mais ampla mediante o serviço a quem sofre necessidade, é normal que a comunidade se abra às necessidades dos pobres, particularmente de quem é mais abandonado, começa a revelar-se o testemunho público da Igreja, a “diakonía de martyría”; não basta abrir-se às pessoas necessitadas e oferecer-lhes “serviços de amor”, pois a injustiça é estrutural, por isso é necessário lutar para transformar as estruturas injustas da sociedade; finalmente, pelo cuidado, zelar pela integridade da criação mediante a conservação e a renovação dos recursos da Terra. O Ecumenismo tem de nascer a partir da aliança que se deve estabelecer sobre estes objetivos de nossa missão no mundo: dignidade, comunidade, solidariedade, justiça e cuidado, para que haja o “Xalôm” de Deus, a felicidade ou o Bem-Viver, como dizem nossos povos originários.  Nas relações ecumênicas, nosso coração se alarga a serviço de toda a humanidade, assumindo o horizonte sem fronteiras do próprio coração de Deus (cf. Mt 5, 43-48; 25, 31-46).
  7. Santidade na liberdade: Nosso alvo é assimilar profundamente os critérios de Cristo (cf. Gl 6, 17; Fl 2, 1-11)), não apenas adotar hábitos culturais cristãos e cumprir regras denominacionais. A maneira de ser de Jesus deve informar nossa consciência, de modo que obedeçamos à vontade de Deus, na semelhança de Seu Filho. As Bem-Aventuranças (cf. Mt 5-7; Lc 6, 17-49) têm de ser nossa “carta magna” (cf. Rm 12).
  8. Senso da Realidade: temos de ter atenção aos “sinais dos tempos”, de que nos fala Jesus (cf. Mc 8, 11-13; Mt 16, 1-4), perceber o que Deus quer a partir das necessidades da sociedade humana e do mundo. Foi assim que se chegou a nova atitude de compreensão e acolhida em relação a pessoas divorciadas, embora preservando o ideal do casamento indissolúvel; com atenção ao novo lugar da mulher na sociedade, busca-se romper com o milenar patriarcalismo e machismo e hoje se admitem as mulheres ao exercício das ordens ministeriais; com a mesma atenção aos movimentos da sociedade, é que hoje também se discute intensamente como chegar a nova atitude de compreensão e respeito em nossa relação com as várias categorias de pessoas marginalizadas  até perseguidas, como se dá com as pessoas homoafetivas;
  9. Autonomia e Interdependência: A partir do sentimento básico de comunhão na liberdade, dizemos que nossa unidade se funda em “afeto e lealdade”. Assim, é reconhecida a autonomia de cada comunidade local, mas devendo guardar sempre o sentimento de interdependência. Nosso ideal é que as diversas instituições na Igreja reflitam esse duplo dinamismo, dando testemunho de fidelidade aos contextos locais e, ao mesmo tempo, fidelidade a toda a Igreja de Cristo, o que equivale a ter como parâmetro o “sensus fidei” ou “sensus fidelium”, “o consenso universal dos fieis”, pois cada parte só tem seu pleno sentido na medida em que se refere ao todo da Igreja, é justamente isto o que quer dizer “católico”, cada parte em referência à totalidade, à universalidade. Para ajudar a Igreja a manter-se unida naquilo que è fundamental, contamos com o que chamamos de “instrumentos de unidade”: o Arcebispo e Cantuária, com quem todas as Igrejas locais diocesanas devem estar em comunhão; a Conferência de Lambeth que reúne periodicamente (em regra, de dez em dez anos) o episcopado anglicano do mundo inteiro a convite do Arcebispo de Cantuária; o Conselho Consultivo Anglicano, citado acima, e no qual estão representados bispo(as), clérigos(as) e pessoas leigas das várias províncias eclesiásticas do mundo inteiro; o Encontro de Primazes que se reúne também periodicamente a convite do Arcebispo;  
  10. Autoridade Dispersa e Compartihada: Não temos no Anglicanismo uma autoridade centralizada, alguém que fale necessariamente em nome de todo o corpo das Igrejas locais, que, à semelhança de um papa, por exemplo, proclame a verdade da fé e os rumos da ação pastoral da Igreja. O Arcebispo de Cantuária é o líder máximo do Anglicanismo, mas não tem poder de intervenção nas Igrejas locais, dado que são autônomas. Sua autoridade é eminentemente pastoral, não de chefia. Junto com os bispos é o “primeiro entre iguais” e, desse modo, é símbolo da unidade de toda a Comunhão Anglicana. Para nós a Bíblia, registro histórico do testemunho da Palavra de Deus, é a autoridade máxima. Mas, conforme o senso católico, deve ser lida em diálogo com a Experiência de cada pessoa e de cada comunidade, e com a grande Tradição da Igreja inteira; finalmente, também em diálogo com os desafios da Razão humana, os quais se mostram na vida da sociedade, como, por exemplo, na reflexão e pesquisa da Filosofia e da Ciência, nos graves problemas vividos por países e grupos e pessoas oprimidas, e nos grandes embates que se dão no campo da Ecologia, da Economia, da Politica e da Cultura. Só nesse feixe intrincado de relações, é que o testemunho bíblico pode ser mediação para percebermos, no diálogo, até no conflito, e no custoso discernimento, a Palavra viva de Deus no hoje de nossas vidas.

Conclusão. Ao pretender fundar-se na graça, nossa Igreja busca caracterizar-se, não pela imposição da Lei, mas pelo processo pedagógico em que cada pessoa é chamada a entrar. Sem dúvida, “Deus nos aceita do jeito como somos, mas Se recusa a deixar-nos permanecer desse jeito”.  Esse processo se desenvolve na vivência em comunidade, a qual é o “meio da graça”, a saber, ambiente e instrumento de Deus, para que nos tornemos pessoas melhores, mediante o aprofundamento de nossa intimidade com o Mistério (“mystagogía”). Deste modo, participamos da vida da Santíssima Trindade, que é, essencialmente e plenamente, Comunidade e recíproca inabitação. Como em qualquer processo de amizade, vai-se dando a “inabitação”, pela qual uma pessoa habita espiritualmente na outra sem aliená-la e roubá-la de si mesma, ao contrário, potenciando mais plenamente sua própria identidade. É isto de que Jesus nos fala, pelas palavras que dirige a Seus discípulos na  última ceia, de acordo com o Evangelho de São João (cf. Jo 13-17). As pessoas divinas “inabitam” em nós e, de modo semelhante, vamos nós também criando reciprocamente laços profundos que nos fazem inabitar umas pessoas nas outras. Não é por acaso que nossa Igreja tem o bonito e expressivo nome de “Comunhão Anglicana”, “comunhão”, justamente o que caracteriza o próprio Deus desde toda a eternidade. Com temor e tremor, acolhemos este desafio, muito além de nossas forças, e o carregamos ardorosamente como programa pessoal e coletivo de vida,  com a consciência clara de que nunca seremos dignos(as) dessa confiança de Deus. Por isso, oramos e confessamos sempre nossos pecados, na certeza de que não são nossos méritos, mas a justiça salvífica de Deus que nos justifica a Seus olhos misericordiosos. Nunca seremos dignos(as) da Graça, qualquer sentimento de autossuficiência ou autocomplacência já nos excluiria do Amor. Isto significa dizer que a única maneira de nos tornarmos pessoas melhores é a vida em comunidade, nela nos ultrapassamos na transcendência das relações fraternas, e, assim, inevitavelmente, se manifestam nossos dons e nossos pecados, e se aprofunda  a consciência de que cada qual de nós não passa de ser “o(a) menor de todos(as) os(as) santos(as)… (cf. Ef 3, 8).

About Sebastião Armando (179 Articles)
<p>Nascido em São Miguel dos Campos, Alagoas, de família cristã, terceiro de cinco filhos, Dom Sebastião Armando Gameleira Soares fez seus estudos secundários no Seminário Metropolitano de Maceió e estudos de Filosofia no Seminário de Olinda, Pernambuco. Obteve o bacharelado e o mestrado em Teologia na Universidade Gregoriana, de Roma, com dissertação sobre Santo Anselmo, Arcebispo de Cantuária. Obteve também o mestrado em Ciências Bíblicas, no Instituto Bíblico, de Roma, com dissertações sobre o Livro dos Salmos e o Livro de Isaías, e o mestrado em Filosofia na Universidade Lateranense, de Roma, com dissertação sobre a obra do filósofo brasileiro Henrique de Lima Vaz. Ainda em Roma, fez Especialização em Sociologia, na Universidade dos Estudos Sociais, com trabalho sobre a obra de Gilber<br /> to Freyre. É também bacharel em Direito pela Faculdade de Direito de Olinda.No Nordeste, por vários anos, foi professor do Instituto de Teologia do Recife-ITER, do qual foi também Diretor de Estudos. Foi assessor membro da equipe do Departamento de Pesquisa e Assessoria-DEPA para formação teológica. Foi assessor da CNBB e da CRB do Nordeste II. É membro do Centro de Estudos Bíblicos-CEBI, do qual foi diretor nacional e coordenador do Programa de Formação. Foi ordenado presbítero na Comunhão Anglicana em 1997, já sendo professor e reitor do Seminário Anglicano no Recife. Em 1998 participou da Conferência de Lambeth, encontro mundial do episcopado anglicano, em Cantuária, na Inglaterra, como membro da equipe de assessoria no tema “Evangelização”, convidado pelo Arcebispo de Cantuária, por indicação dos Bispos do Brasil. Foi eleito bispo no ano 2000 para a Diocese Anglicana de Pelotas-RS, e em 2006 eleito para a Diocese Anglicana do Recife (Região Nordeste). Em 2008, voltou a participar da Conferência de Lambeth, dessa vez já como bispo. Tornou-se emérito em dezembro de 2013. É casado há 42 anos com Maria Madalena, também alagoana. assistente social, com quem tem três filhas e um filho. Hoje se dedica particularmente ao Ministério da Palavra (estudos bíblicos e teológicos, em especial Leitura Popular da Bíblia, Anglicanismo, Escolas de Fé e Política, e Espiritualidade) em fronteira ecumênica, e junto com Madalena coordena um projeto social (“Casa Ecumênica – Crer & Ser”) com crianças e suas famílias, no Alto do Moura, em Caruaru-Pernambuco, Brasil.</p>

Deixe um comentário

Seu endereço de email não será publicado.


*